10.4.10

2006 - Construindo o Futuro reune em areias cubanas duas medalhas olimpicas

"A iniciativa Construindo o Futuro", o projeto social em execução, "pretende incentivar a prática do vôlei de praia nos jovens", disse Mireya Luis, atual chefe de marketing da Federação Cubana de Voleibol e campeã olímpica por três vezes, à televisão local.

Segundo a cubana, a iniciativa partiu da escritora brasileira Marilia Guimarães, coordenadora do movimento Rede de Redes em Defesa da Humanidade e conta com o apoio dos ministérios de Esportes de Cuba e do Brasil.

A atual diretora revelou que, para colocar o projeto em prática, no domingo fará dupla com sua "amiga" Jackie -também aposentada da alta competição-, em uma partida de exibição previsto para uma praia no leste de Havana.

"Será uma grande festa onde estarão jogadores de vôlei de praia de todas as idades", acrescentou.

A cubana, uma das melhores atacantes do mundo, disse se sentir "orgulhosa" ao receber em Havana uma jogadora como Jackie Silva, enquanto que a brasileira comentou que "será um prazer jogar com Mireya, minha ídola de muitos anos".

O vôlei de praia se incorporou em 1986 à Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e ingressou no programa olímpico em Atlanta-1996, onde Silva levou o título com Sandra Pires.





Homanegem aos 80 anos del Comandante Fidel Castro

Querido Comandante



Depois de quatro dias de fome e terror intenso a bordo de um avião por nós desviado,levando meus dois pequeninos filhos, fugindo da perseguição implacável dos militares da ditadura brasileira que massacrava uma geração, cheguei a Cuba numa tarde fria de Janeiro de 1970.

Fotos, sucos, cigarros, manifestações de carinho que diminuiam o trauma dos dias anteriores, e pela vez primeira a observação do companheiro que havia mudado a história - "Que lindos estos muchachitos - comentou.Diga-lhes que sim los acepto como mis hijos brasileños." Assim, numa transferência de tempo e espaço Cuba tornou-se nossa segunda pátria.
Ao longo de dez anos, convivi e aprendi com o povo cubano a amar e respeitar Fidel Castro. Hoje, já trinta e seis anos passados falar de Fidel é simples, e o amor que sentimos por ele é o que o define.

Simples, terno,inteligente, atencioso, observador, minucioso, dedicado, forte como a rocha açoitada pelas ondas, firme como um continente, amoroso, exigente, alegre, brincalhão, charmoso. Sempre jovem, atualizado em todas as conquistas do homem, feliz, triste,um realizador de sonhos.

Com doze homens, aos que se somaram milhares, cambiou o rumo da América. Virou de pernas para o ar o mundo, derrubou as convenções seculares, vestiu a cor verde oliva e fez das cinco faixas e uma estrela, sua estrada e sua guia. Transformou conceitos, deu a mão aos excluídos e os levou para ver o sol, ler as estrelas, sonhar com um mundo mehor. Convenceu a todos de que é possível, seja como for, materializar todos os sonhos. E, foi realizando cada um deles, junto aos milhões de cidadãos que como ele tem a coragem de enfrentar o bloqueio, as agressões, as ameaças constantes do imperialismo norte americano.

Nas horas, em que discursa tem sempre muito o que doar. De gentes, de guerra, de paz, de força, de solidariedade, de agressões infames, de ceifadores de felicidade. Em dado momento, descobrimos que ele está falando de tudo aquilo que oprime o nosso coração. De tantas e incontáveis falas caladas ao longo dos séculos. Encontramos na sua voz o anseio de nossos antepassados. Imigrantes em busca de uma vida melhor calaram diante de cinco séculos de opressão. Nós por medo, omitimos, ou por franqueza silenciamos. Fidel, num crescer de palavras, vai enumerando cada situação, descrevendo nossas vidas, falando por nós, defendendo-nos. A multidão, silenciosa por vezes, eufórica na maioria dos momentos, vai em frente derrubando obstáculos, conquistando outras vitórias.

....“Quedamos 12, pero no nos rendiremos jamás, no pensaremos jamás en escapar. Seguiremos la lucha y la llevaremos hasta el final, seguiremos la lucha mientras quede un hombre, seguiremos la lucha hasta el último aliento”.
Y así también nuestro sentimiento ahora. El sentimiento del revolucionario solo puede ser uno. (…) Levantemos la frente, ¡levantemos la frente!, que nos queda mucho por luchar, que nos queda mucho por hacer. ¡ Levantemos la frente en este instante amargo! Y frente a nuestros enemigos y junto a nuestros deberes más elementales digamos, con más fuerza que nunca en este minuto feliz por un lado y triste por otro, en este minuto de victoria y de revés , digamos: ¡Adelante, pueblo revolucionario! ¡Adelante, con más coraje y con más valor que nunca! Y digamos con más profundidad y más alto que nunca: ¡Patria o Muerte! ¡Venceremos!( Discurso pronunciado por Fidel em Maio de 1970, quando do sequestro de pescadores cubanos em águas internacionais)

Em 1996, comemoramos na cidade do Rio de Janeiro, sob um dos mais fortes aguaceiros os 70 anos do nosso Comandante.

Hoje, unidos numa força única milhares de pessoas em todo o mundo direcionam suas energias para que seu restabelecimento seja pronto. Bem pronto, para que possamos contar-lhe o seu segredo. Ser impresncindível.

Marilia Guimarães
Escritora - Presidente do Comité de Defesa da Humanidade - Capitulo Rio de Janeiro

Nenhum comentário:

Arquivo do blog