20.5.10

2010 - 20/05 Domínio sobre todo o espectro - Controle da terra, ar, mar e todos os recursos naturais.


Há anos os Estados Unidos vem perdendo a supremacia mundial. A Guerra do Vietnã foi um divisor de águas. 1973, pontua a queda da prepotência americana. Os vietnamitas nos enternecem a cada palavra, a cada gesto, a cada bravura. Aparentemente frágeis, seja por sua estatura, seja pelo tom doce de sua voz, seja pela leveza de seus gestos, abrigam em suas entranhas gigantes de vontade, e de coragem. Apesar do Napalm, do Agente laranja, da disseminação do vírus HIV, vencem, superaram crises, ganham o reconhecimento do mundo. Nguyen Thi Dinh, Vice-Comandante das FAPL , foi a mais importante mulher revolucionária nas guerras de libertação do povo vietnamita. Nasceu guerreira e assim viveu. Da luta contra os franceses à invasão americana, Nguyen se sobressai por sua tenacidade. O mundo assombrado descobre heróis queimados, mutilados, mas fortalecidos pelo sofrimento e pelo desejo de superação. Presenciamos a disseminação da destruição por bombardeios e a persistência inabalável da reconstrução.
O império jamais se recuperou desta derrota. E, vieram outras tentativas, pequenas em dimensão , grandes em destruição.

Em 2003, invadem o Iraque sob a alegação de que os iraquianos possuíam armas de destruição em massa.

Dias mais tarde em coletiva aos jornais estrangeiros, Paul Wolfowitz,vice-secretário de Defesa dos EUA, afirma os motivos reais da guerra contra o Iraque. Estes Pais "nada num mar de petróleo".
As armas não aparecem, o povo Iraquiano vive um dos piores massacres da historia da humanidade . Sadam Hussein é enforcado.

2010, no Congresso dos Estados Unidos uma nova guerra é arquitetada, desta vez contra a República Islâmica do Irã. Antiga Persia caracteriza-se pela miscigenacao das racas orientais. Anos antes da era crista sempre foi rota de passagem no oriente. Apesar das guerras, cresce. Eh um pais rico em minerais, na agricultura, na pesca, e potência petrolífera.

Barack Obama comeca um governo cheio de problemas internos alicercado por uma crise gigantesca. Necessita de mais uma guerra. O Ira eh perfeito. Independente. Economia estavel. Programa nuclear em desenvolvimento. Hillary Clinton viaja pelos paises membros da ONU ganhar adesoes que justifiquem as sancoes ao Ira.
Cordialmente recebida por todos leva como resposta ao seu Presidente alguns naos, entre eles o do Brasil.
Lula – o mediador das crises internacionais- recebe o Presidente Iraniano com extrema diplomacia. Um grande passo para futuras negociacoes.
Em 18 de maio de 2010, Lula firma o acordo entre Brasil, Ira e Turquia onde se estabelece: o Irã se compromete em enviar 1,2 mil quilos de urânio com baixo nível de enriquecimento (3,5%) para a Turquia. Recebe em troca urânio enriquecido a 20%, que será utilizado em um reator para pesquisas médicas.
Vitória da diplomacia brasileira, mas recebida com cautela e ceticismo por grande parte da comunidade internacional.
Analistas internacionais especialistas em Ira afirmam - O Brasil conseguiu elevar sua importância ao lidar com uma questão tão delicada como essa”.
Os Estados Unidos e as nações catalogadas como poderosas não aceitam que um Presidente latino americano seja considerado o mediador de um grande conflito mundial. Tenta ignorar o acordo, e apresenta no dia seguinte no Congresso Americano “sanções pré elaboradas” contra o Irã.
O Estado Americano não se preocupa com os conflitos de baixa intensidade. Não vêem nenhum interesse em ser reticentes ou dissimulados. Poe suas cartas na mesa sem medo e sem favor. Mas, diante do quadro atual não tem outra saída a não ser cumprir o estabelecido na mesa de negociações, e a nós nos cabe mobilizar a opinião publica mundial para que os eles respeite a soberania dos povos.

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