6.3.11

Reencontros - Segunda Parte

Não é fácil regressar de uma longa viagem sem que tenhamos quebrado as cores que nos atava aquele verde, aquele azul. Não é fácil tentar encontrar no olhar aquele sentimento que o tempo insistiu em apagar. Não é fácil.
Assim foi nosso encontro uma busca sem voz, sem sorriso, sem olhos nos olhos, sem toque nas mãos, sem aquele beijo sem graça, aquele abraço apertado – que bom que você voltou -.
Virtual. Pela rede nossas lembranças rolaram soltas, link’s de músicas, alguns boleros, discussões sem sentido entre Cazuza, Melodia – que me deu um trabalho imenso quando eu era superintendente dos Projetos Especiais da Funarj do Teatro João Caetano. Dirigia quase todos os espetáculos, porque Albino Pinheiro, o querido Albino chegava já quase começado o show. Um vai e vem de mensagens, levando para lá e cá todos os meus sonhos.
Descobrimos parte de nossa juventude, dos primeiros encontros a despedida brusca cruel porque a revolução era mais importante. Parti sem deixar rastro. Doeu dos dois lados.
Descobrimos o primeiro beijo, os estudos, as viagens pelas estadas sinuosas do Estado. Descobrimos que nos queremos muito e assim será passem os anos, embora adaptar-se ao regresso é muito mais difícil do que imaginamos.
Mas, hoje é carnaval. A Unidos da Vila Isabel vai desfilar linda, as quatro da manhã. Lá estarei eu dirigindo e filmando a primeira Web Série de uma Escola de samba. Entre tecnologias, cores e uma imensa saudade, volto segunda ao meu mundo real. O das novas mídias ,da cultura, das discussões e diálogos ao caminho dos 256 que escolhi percorrer.

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