27.4.11

E, não são as águas de março fechando o verão



2011
O Rio de Janeiro continua lindo, acariciado pelo mar que bordeja suas costas, coroado majestosamente por suas montanhas, com sua gente simpática, sorridente, quase feliz, conseqüência seguro deste encontro das águas, do vento que toca seu corpo, do verde que ilumina desde afora até o recanto mais oculto do seu ser.
Quarenta e cinco anos depois da tragédia das águas de 1966, um tremendo aguaceiro numa tarde de fim de abril e não março como cantou Tom Jobim, inunda a cidade trazendo o caos.
Nem acabamos de sair da tragédia das cidades serranas, pedras, deslizamentos nas comunidades construídas em áreas de risco, arrebatam nosso sono, levando-nos ao limite do stress.
A velha pergunta paira no ar. A quem cobrar responsabilidades? Ao atual prefeito com certeza não será. Simples, fácil a resposta. Governando há apenas dois anos a cidade de São Sebastião, instalou -
“O Centro de Operações vai nos permitir que tenham pessoas olhando 24 horas pela cidade a partir do dia 31. Mas existe um tempo de aprendizado, e esse lugar não vai evitar que tragédias aconteçam. Vai ajudar na hora da tomada de decisões”, explicou Eduardo Paes."Rio não será cidade uma perfeita",- afirmou,
mas devemos reconhecer seu esforço para solucionar este problema crucial de uma cidade que começou a ser modernizada no século XIX, só precedida por Londres, e cuja manutenção tem sido durante todos este tempo sem prioridade para os governantes anteriores.
Assim é com os serviços de gás, água, luz, e esgoto explodindo pela cidade para nos lembrar que também fios, canos, ralos tem prazo de validade.
Temos uma saída perfeita. A organização da sociedade civil para cobrar responsabilidade aos governos passados, educação da população como prioridade, amor a cidade que nos viu crescer, no embriaga com seu verde, nos energiza, e de quebra nos dá o prazer de ser amada e desejada por brasileiros e estrangeiros de qualquer parte do planeta.
Só cabe a nós participar desta tarefa, consentindo que o Rio de Janeiro continue sendo cantada em prosa e verso como a Cidade
Maravilhosa.

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