15.12.15

TODOS OS 15 DE DEZEMBR0 - são de felicidade

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Você vai lavar a cabeça?
Claro! Meu filhote tem que ter uma mãe cheirosa quando chegar.
Este vestido?
Que chato!
Não vê que é dia de festa, fora e dentro do meu coração?
Mas, são 5h da manhã.
Sim, mas a Cesária será ás sete horas. Dr. Cabral está ansioso para ver a carinha que ele tem.
Eu também.
Seis e pouco chegamos a Clinica São Clemente. Uma casa branca, linda, árvores frondosas jogando seus galhos coloridos janela dentro.
Enfermeiras tentando secar meu cabelo ainda molhado, outras pegando veias, outras raspando a púbis... outras  entrando e saindo num vai e vem de festa.
n  Como você se chama...
n  Marilia Guimarães
n  O que você faz?
n  Professora.
n  Tudo começava rodopiar...
n  Onnnnnnndeeeeee!

  Marilia acorda!  Acorda aaaaa.
 Hummmmmm! Acorda...

Eduardo já está a postos. Não é o nome do garoto que acaba de chegar!

E d u a r d o o o o o o o
Onde? Onde?
Na encubeira. Já  vai vê-lo.
Acordaaa-
Onde estão pediatra.?
Lá dentro com ele.
Quero ver?
Tem que esperar um pouquinho.
Passou um tempão. Onde está o Dr. Michel Sader?
Que faz aquela árvore balançando na janela?
Mal podia visualizar Fausto e Lara recostados à janela.
Faustooo quero o Eduardo?
Espera é assim mesmo. Espera! As mãos de Lara acariciava meus curtos cabelos num gesto doce de carinho inconfundível.
Lara juntava a timidez ao carinho numa amalgama sui generis. Amigo de datas longas, difíceis, fáceis, corriqueiras, como o queijo de bola na lata vermelha, pão de gram. um pote de mel chegava todos os sábados com o mesmo presente.
Faz bem para você, excelente para o bebê.
-  Fausto foi fumar um charuto para comemorar. 
- Charuto?   
Os homens suelen ser  são meio Humpfrey Bogart meio egoísta. Raras exceções à regra.
O tempo é infinito enquanto dura. De uma longevidade secular,  uma angústia estúpida e sábia.
-      Vamos ver o menino lindo?
-      Trôpega, lúcida, feliz me acerco ao vidro, colo a cara me perco em dois olhos tremendamente azuis.  Sem um fio de cabelo, pequeno, muito pequeno  olhava o mundo desde a redoma tentando conquistar a liberdade da vida.
Oito meses, troca sanguínea, 1,250k , um biscuit de porcelana rara.
Dias de lágrimas, medo de perda permearam os dias que se seguiram.
Um dia, Dr, Michel colocou- o nos meus braços aquele pedacinho de gente – fiz o possível agora só o amor de mãe pode levar adiante a vida.
Quarenta e tantos anos passarão. Acabo de falar com ele que anda por outras plagas dando a Nicholas e Vitória novas possibilidade de crescimento intelectual. Márcia daqui a pouco sai para o aperfeiçoamento do inglês.
Eu, embora o mar seja o mesmo não consegue minimizar a saudade. Não dizem que o que vale é a cumplicidade o amor não importa a distancia?
     
      Fecho os olhos, vejo aquele azul que se confunde com o ceu/mar atiro ao vento que vem da praia trilhões de beijos e, não posso impedir que umas tantas lágrimas molhem o teclado.

Quem diria Edu? Mesmo com tantos kms a frente nos  vemos via sype, celular, whatsapp, faces, twitter e todos os meios de comunicação disponivel  no século XXI.

Você não gosta. Diz que aniversário é todo dia. Que harei? Madres es madres só muda o endereço/
 Te amo. E, como.

2 comentários:

Eduardo Guimarães disse...

Lindo mãe. Te amoooo!!!

Leonardo Paradela disse...

Bela narração que sintetiza o seu amor! Parabéns ao querido Edu e a você pela sensibilidade!

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