6.10.16

VUELO 455 - O ATENTADO DE BARBADOS






Marcas profundas jamais se cicatrizam. Inevitável  a tristeza que  acicata nossas lembranças a cada 6 de outubro, não importa o ano muito menos o século.

Sei que a poucas horas da manhã, o voo 455 de cubana de aviação  que recém despegava do aeroporto de Barbados explode no ar. Num ato terrorista,  comandado por Posada Carriles  - nunca condenado,  eram assassinados 73 pessoas entre elas os jovens da delegação de Esgrima, duas tripulações e Norte coreanos.

Da tripulação sei de cor. Meus alunos de português. As madrugadas em Miramar eram animadas e cheias de riso quando a fonética da palavra você ( difícil trocar o B pela B baja) era quase que soletrada.
Disciplinados, felizes, sérios, quase infantis  aprendiam meu idioma natal para comunicar com os irmãos angolanos nem que fosse num portunhal compreensivo.

Alguns meses, de dedicação,quase diária nos fizemos amigos entranháveis. Eles aprendiam português. Eu curiosidades da navegação aérea. Ou como fazer uma lagosta perfeita com chocolate.

Na tragédia, As lágrimas transcendiam a razão. A emoção dominava tudo. Diante, da  dor a dor dilacerante, minha, dos familiares, do povo cubano.

As lágrimas transcendiam a razão. A emoção dominava tudo. Diante, da  dor a dor dilacerante, minha, dos familiares, do povo cubano.

Com voz embargada, as lágrimas molhando a espessa barba  ecoava no abismal  silêncio  da praça da revolução enlutada:
Quando um Pueblo enérgico y viril llora la injusticia tiembla”  sentenciou Fidel.

Há 40 anos, se intenta fazer justiça. Há 40 anos choramos nossos companheiros, não somente a cada dia 6/10 de qualquer ano, mas sempre que o terrorismo abate vidas, destrói civilizações impunimente. Mata, tortura, assassina milhares de seres humanos no planeta.
A justiça é lenta, não tem deficiência visual, sabe o que faz e como faz. Ë  assassina, cruel, mortal. Poucos  tentam limpar as marcas que ela deixa cunhada na lembrança, nos corações, na vida. 
Nossos heróis sempre serão recordados com mais pura ternura. São exemplos de gerações a gerações. Este sentimento  não tem fim nem  fronteiras.

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